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Barretos 2026: dez dias, todos os shows, uma operação de captação multicâmera no Rancho do Sertanejeiro

Captação de shows e eventos em Barretos 2026: dez dias no Rancho do Sertanejeiro com 6 câmeras URSA, drone e corte ao vivo — todos os shows, uma operação.

Montagem com duas fotos: a unidade móvel de transmissão estacionada no Rancho ao entardecer e, ao lado, a equipe operando a mesa de corte e o multiview dentro dela

Mais um ano em Barretos. Dez dias, todos os shows do Rancho do Sertanejeiro gravados em multicâmera com corte ao vivo — e nenhum equipamento voltando pra São Paulo entre um dia e outro. Captação de shows e eventos desse tamanho funciona assim: em vez de uma diária, uma operação broadcast que fica, com a engenharia de vídeo instalada no local do primeiro ao último dia. Foi o que a YAD montou no Rancho, dentro da Festa do Peão, um dos maiores eventos do país, de 20 a 30 de agosto.

Operador de câmera na beira da piscina ao entardecer, com o palco do Rancho ao fundo
Fim de tarde no Rancho: o palco montado sobre a piscina e a câmera na beira d'água.

O Rancho do Sertanejeiro, dentro da Festa do Peão

O Rancho do Sertanejeiro é o projeto do comunicador Renato Sertanejeiro que virou ponto de encontro de artistas e público durante a Festa do Peão de Barretos — a maior festa de rodeio do país, que em 2026 foi de 20 a 30 de agosto. Com a parceria renovada da Sony Music e da Filtr Music, o Rancho é também uma fábrica de conteúdo: as apresentações no palco são gravadas para virar registro ao vivo, como aconteceu com o álbum da edição anterior.

Quem produziu e assinou o projeto foi a A1 Filmes, produtora que há mais de 12 anos grava DVDs e transmite shows de grandes artistas nacionais. A YAD entrou como parceira, responsável por toda a engenharia de vídeo e pela captação dos shows — todos eles, todos os dias.

O que é uma captação multicâmera broadcast?

Captação multicâmera broadcast é gravar um show com várias câmeras sincronizadas chegando a uma mesa de corte, que monta o programa ao vivo enquanto cada câmera é gravada em separado. É o padrão de TV — e é diferente de espalhar câmeras e juntar tudo na edição depois.

Num evento de dez dias, montar e desmontar todo dia é onde nasce o erro: cabo trocado, posição diferente, teste feito com pressa. No Rancho, a engenharia foi instalada uma vez, na unidade móvel, e ficou lá do primeiro ao último show. O que muda de um dia pro outro é o artista, não a estrutura.

A montagem é um quebra-cabeça de três peças: onde a unidade estaciona, por onde a fibra chega ao palco e de onde vem a energia. No Rancho, a unidade ficou a poucos metros da área dos shows, com os cabos puxados até cada posição de câmera e o intercom ligando os seis operadores à mesa. Feito uma vez, no primeiro dia — e conferido todos os outros.

Aí vem o ritual que a gente não pula: passagem de sinal com todas as câmeras no multiview, gravação testada em cada camada e intercom conferido um por um. Só então a plateia entra. Nos dez dias, esse ritual virou rotina de manhã: acordar, conferir, gravar.

Monitor de multiview Blackmagic dentro da unidade, com as janelas das câmeras nomeadas pelos operadores e a fonte do drone
Dois operadores de headset dentro da unidade móvel, diante da mesa de corte e dos monitores de multiview mostrando o palco
Operadores de headset sentados diante dos monitores e da mesa de corte da unidade móvel
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O multiview da mesa: cada janela leva o nome de quem opera, e a sétima fonte é o drone.

Seis câmeras, um drone e o corte ao vivo

Seis câmeras URSA 12K do nosso acervo cobrem o palco sobre a piscina: geral, fechadas, uma plataforma alta olhando por cima do público, e a câmera de mão que circula pela beira d'água. O drone entra na mesa como sétima fonte — a imagem aérea do rancho cortada ao vivo, não só colada na edição.

Um detalhe que muda a conversa: no multiview, cada janela tem o nome do operador, não o número da câmera. “Fica na fechada, Kadu” funciona melhor no intercom do que “câmera 6” — e num show que não para pra regravar, comunicação clara é parte da engenharia. Em dez dias com a mesma equipe nas mesmas posições, essa conversa fica cada vez mais curta.

Operador ajustando uma câmera de cinema em tripé no set, com o painel Filtr Music ao fundo
Operador com headset segurando câmera em gimbal na beira da piscina
Operador de headset com câmera em tripé sobre a plataforma, com palmeiras e céu do fim de tarde
Operador de câmera numa plataforma alta, com o público de chapéu logo abaixo
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Câmera no set com a marca Filtr Music ao fundo.
“A estrutura que vocês trouxeram, toda a operação da unidade móvel, a equipe técnica, os operadores de câmera — todo mundo trabalhou junto com a gente de uma forma muito profissional e comprometida. E isso, num projeto desse tamanho, faz toda a diferença.” — Alex, da A1 Filmes

Quando um evento pede uma operação broadcast — e não uma diária?

Quando o projeto junta três coisas: muitas câmeras, corte ao vivo e vários dias seguidos longe da base. Um evento de uma noite com duas câmeras e edição depois não precisa disso. Dez dias de shows com seis câmeras, drone, corte ao vivo e gravação separada de cada câmera — a mais de 400 km do estúdio — precisam que a engenharia chegue pronta e fique instalada, ou cada dia vira uma montagem nova.

No DVD do Adoração & Adoradores, montamos a mesma engenharia dentro da igreja, para uma noite. Em Barretos, ela ficou dez dias na unidade móvel. São os dois jeitos de fazer o mesmo trabalho — e escolher o certo é o que separa a diária tranquila da diária tensa.

Antes de contratar captação fora da capital, confira

  • Energia. Pergunte o que acontece se a rede do local cair no meio do show — gerador, nobreak, onde entra cada um.
  • Onde a unidade estaciona. Distância até o palco define metros de fibra, tempo de montagem e o que sobra de acesso pro público.
  • Gravação em camadas. Programa cortado, cada câmera separada e backup em cada posição — três respostas diferentes pra três perguntas diferentes.
  • Intercom. Seis operadores sem comunicação clara são seis câmeras sozinhas.
  • Quem viaja — e por quanto tempo. Evento de vários dias pede equipe que já opera junta e uma rotina de conferência diária; não é uma diária repetida dez vezes.

O que a A1 disse depois do último show

O áudio chegou no dia 31 de agosto, um dia depois do fim da festa, direto do Alex, da A1 Filmes — a produtora que assinou o projeto e que, no fim das contas, respondia por ele diante do Rancho, da Sony Music e da Filtr.

Alex, da A1 Filmes, de headset ao lado de um integrante da equipe, diante do painel Filtr Music e Rancho do Sertanejeiro
Alex, da A1 Filmes, no set do Rancho — headset no ouvido como todo mundo naqueles dez dias.
“Passando aqui para agradecer ao pessoal da YAD Filmes, de coração, a parceria de vocês no Rancho do Sertanejeiro. Da nossa parte, ficamos muito felizes com todo o trabalho realizado. Deu tudo certo — e isso também é resultado da competência, da responsabilidade e do profissionalismo de toda a equipe de vocês.” — Alex, da A1 Filmes

Tem uma frase nesse áudio que a gente guardou: “que entendem a nossa responsabilidade do projeto”. Quem assina um projeto desse tamanho carrega o risco inteiro — a gravadora, os artistas, o público, dez noites seguidas. O trabalho do parceiro técnico é tornar essa responsabilidade mais leve: chegar com a estrutura testada, operar sem precisar ser cobrado e entregar o material do jeito combinado, todos os dias. É isso que ele está descrevendo quando fala em confiança.

“É muito bom trabalhar com empresas e equipes em que a gente pode confiar, que entendem a nossa responsabilidade do projeto e entregam tudo com competência. Espero que essa seja mais uma de muitas parcerias que a gente ainda vai fazer juntos.” — Alex, da A1 Filmes

Parceria se prova em projeto grande

A camiseta da equipe em Barretos dizia “Produção & Barretos & Take bom & Rancho 2026”. É brincadeira de quem sabe que, em dez dias de shows, o take bom não é sorte — é a soma de engenharia instalada uma vez e certa, equipe que se entende no intercom e um parceiro que confia no seu trabalho. Confiança não se vende em reunião; se constrói numa diária longe de casa — e depois em mais nove. Se o seu próximo evento é fora de São Paulo e precisa de captação multicâmera de verdade, a gente conversa.

A equipe da YAD em Barretos, doze pessoas de camiseta preta e headsets posando na frente da unidade móvel
Três integrantes da equipe posando com headsets, palmeiras e o painel Filtr Music ao fundo
Operador de headset atrás da câmera, em preto e branco
Integrante da equipe de headset e óculos com a camiseta escrita Produção & Barretos & Take bom & Rancho 2026
Operador de bandana e headset apontando para a câmera
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A equipe inteira na frente da unidade: dez dias, todos os shows, esse time.
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Perguntas frequentes

O que é captação multicâmera broadcast?

É gravar um show com várias câmeras sincronizadas chegando a uma mesa de corte, que monta o programa ao vivo enquanto cada câmera é gravada em separado. É o padrão de TV: entrega o programa cortado no mesmo dia e mantém todas as câmeras disponíveis para a edição.

Quando vale a pena manter a operação broadcast no evento por vários dias?

Quando o evento dura vários dias e junta muitas câmeras com corte ao vivo. Instalar a engenharia uma vez e mantê-la no local elimina a montagem diária — onde nascem os erros — e deixa a equipe cada dia mais afinada nas mesmas posições.

A YAD atende eventos fora de São Paulo?

Sim. A unidade móvel e a equipe de engenharia de vídeo da YAD viajam e ficam no local pelo tempo do evento — no Rancho do Sertanejeiro, em Barretos, foram os 10 dias da Festa do Peão. O modelo é o mesmo em qualquer cidade: equipamento sempre acompanhado da equipe técnica que o opera.

Quantas câmeras uma operação multicâmera usa?

Depende do palco e da mesa. No Rancho do Sertanejeiro foram 6 câmeras Blackmagic URSA 12K mais o sinal do drone como sétima fonte, todas gravadas em separado e cortadas ao vivo. O número certo é o que cobre o palco sem deixar a edição sem opção.